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Abraham Morgentaler, médico pesquisador de Harvard, desmitifica o uso de testosterona na abertura do 1º Congresso Brasileiro de Hormonologia

O uso terapêutico de testosterona e os impactos da reposição hormonal na qualidade de vida dos pacientes foi o tema da palestra de abertura do 1º Congresso Brasileiro de Hormonologia, ministrada pelo médico urologista e pesquisador da Universidade de Harvard, Abraham Morgentaler.

O médico é reconhecido em todo o mundo como um dos precursores das pesquisas científicas sobre o uso de testosterona e se dedica ao tema desde 1975. Em sua palestra, ele fez um breve resgate histórico sobre os estudos científicos desde a década de 1930 até os dias atuais, destacando as principais publicações e revisões da literatura médica ao longo do tempo.

Além de apresentar os principais estudos da comunidade médica sobre a reposição de testosterona, ele criticou a desinformação em relação ao tema. “Ao longo da história tivemos dois obstáculos que atualmente já estão superados. O primeiro relacionava o uso da testosterona ao câncer de próstata e, o segundo, aos problemas cardiovasculares. Pesquisas mais recentes, com diferentes amostras e metodologias têm refutado essas hipóteses, demonstrando inclusive os benefícios da reposição hormonal”, explicou Morgentaler ao detalhar os principais resultados dos estudos que geraram polêmicas em torno do assunto.

Segundo o pesquisador, graças às publicações controversas do passado e que já foram rebatidos em pesquisas mais recentes, ainda existe um preconceito da sociedade em relação ao uso do hormônio que geralmente está relacionado à masculinidade tóxica ou a características de esportistas que não seguem os padrões éticos.

Durante a palestra, ele reforçou a necessidade de os profissionais de saúde se atentarem às taxas de testosterona de seus pacientes, incluindo este monitoramento em seus exames de rotina. “Muitos médicos ainda minimizam a importância da testosterona na qualidade de vida e na saúde do homem em geral. Mas a deficiência de testosterona é uma condição que afeta todos os homens, em maior ou menor grau, com o avanço da idade e, por isso deve ser tratada como um problema médico”, alertou.

Entre os problemas causados pela deficiência de testosterona, o médico citou a fadiga, o cansaço, a depressão e os distúrbios sexuais. Além dessas condições, em seus estudos, Morgentaler concluiu que o uso terapêutico da testosterona auxilia no tratamento de outras doenças, como obesidade, osteoporose, diabetes e anemia, por exemplo.

Ao destacar que não há evidências científicas de causalidade entre o uso de testosterona e o desenvolvimento de câncer de próstata ou de doenças cardiovasculares, o pesquisador reforçou a segurança da reposição de testosterona, alertando para a importância do Poder Público se atentar para os benefícios deste tipo de tratamento, ampliando o acesso a toda a população.

Hormonologia como área de estudo

Ainda na abertura do Congresso, o médico Luiz Paulo S Pinto, presidente da Associação Brasileira de Hormonologia (ASBRAH), falou sobre o caráter disruptivo do evento, que reúne especialistas nacionais e internacionais para debater as pesquisas científicas relacionadas ao uso terapêutico de hormônios.

O médico destacou a importância dos tratamentos hormonais para a qualidade de vida dos pacientes. “O objetivo deste Congresso é abrir caminhos para uma comunicação adequada, correta e principalmente instruir cada vez mais sobre o uso coerente e ético das terapias hormonais no Brasil”, ressaltou Luiz Paulo S Pinto.

O 1º Congresso Brasileiro de Hormonologia é uma iniciativa da Associação Brasileira de Hormonologia (ASBRAH) e reúne em Curitiba mais de mil médicos de todo o Brasil entre esta sexta-feira (01) e sábado (02). 

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